O Mundo dos ERP

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Ao longo da carreira, trabalhei com 5 ou 6 ERP diferentes. Quase sempre, os utilizadores tinham a ideia de que o ERP que utilizavam não servia: era rígido, pouco fiável, pouco performante e tinha apoio técnico distante, pouco disponível e não proactivo.
A esta frustração não será estranha a cultura latina: esperar que o resto do mundo se adapte a nós.
Por um lado, sempre lidei com utilizadores que acham que o ERP deve ocupar todo o espaço das ferramentas informáticas de apoio à gestão. Que não há lugar aos velhinhos Excel ou ao Access. E que o utilizador não tem deveres de auto-formação.
Por outro lado, senti várias vezes que o mundo das casas de software é construído de dentro para fora, com excesso de lógica de produto e défice de lógica de solução. Com excesso de afirmação de que “o produto faz isto” e défice de interrogação: “de que precisa o cliente ?”.
Estes dois mundos tratam-se muitas vezes como estranhos. Falam linguagens diferentes. Têm reservas morais e puristas entre eles.
Não vejo que os jargões tecnológicos que enchem o discurso de muitos e as tecnologias disponíveis estejam a aproximar estas formas de ver o problema. Antes parecem distanciar-se ainda mais.
Temos que inverter isto. Vamos fazê-lo ?